210 - Gustave Flaubert - Bibliomania - Conto um Conto

by: Conto um Conto

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[4.71]
[Música]


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conta um conto apresenta de gustave flaubert biblioteconomia na ação marcelo fávaro numa rua estreita e sem sol de barcelona vivia há pouco tempo atrás um desses homens defronte pálida olhar basso vazio um desses seres satânicos e esquisitos como hoffmann desing desenho cavava de seus sonhos era já como o livreiro tinha 30 anos já passava por velho e gasto é alto mas curvado como um idoso tinha cabelo comprido mas branco mãos fortes e nervosas mas dedicadas e cheias de rugas sua roupa era mísera e chapada seu jeito quem estro e atrapalhado sua fisionomia pálida e triste feia insignificante até raramente era visto pelas ruas a não ser quando iam no a leilão livros raros e curiosos esses dias já não era o mesmo homem indolente dikulo seus olhos se animavam ele corria andava trepidava só a custo continha sua alegria suas inquietações suas angústias e sofrimentos voltava pra casa ofegante esbaforido sem fôlego apanhava o livro querido acariciava o com os olhos olhava pra ele e o amava como um lavar o seu tesouro um pai sua filha um rei sua coroa aquele homem nunca falar com ninguém a não ser com alfarrabistas ead leiros era tas punição ea dor sombrio e triste tinham um único pensamento único amor uma única paixão os livros e aquele amor aquela paixão queimavam no por dentro consumiam lhe os dias de bordadão ea existência os vizinhos não honraram estavam à noite pelas graças do livreiro uma luz que vacilava avançava e se afastava a subir aí às vezes se apagava e então ouvia baterá à porta era giácomo vindo assim de favelas operada por algum folheto aquelas noites ibiza e abrasão antes ele as passava com seus livros corria pelos depósitos percorri as galerias de sua biblioteca extasiada e maravilhado e então se detinha cabelo em desalinho olhos fixos e brilhantes suas mãos tremiam ao tocar os livros nas estantes ficavam quentes e úmidas apanhar um livro virar vale as folhas tateava lhe o papel examinava os dourados a capa as letras a tinta os os vincos ea composição do desenho da palavra finis depois trocavam de lugar punham numa prateleira mais alta e ficava horas a fio mirando o título ea forma e então até os manuscritos pois eram seus filhos diletos apanhava o mais antigo mais gasto mais sujo contemplava o seu pergaminho com amor e felicidade se irá avaliá poeira santo venerável e suas narinas inflavam de alegria e orgulho e um sorriso livinha os lábios a era feliz aquele homem feliz em meio àquela ciência toda de que mal compreende o alcance moral e o valor literário feliz em meio à aqueles livros todos passavam os olhos pelas letras douradas as páginas gastas o pergaminho decorado era amava a ciência comum um cego ama a luz do dia não não era a ciência que ele amava era sua forma e expressão amava um livro porque era um livro amava o seu cheiro amava sua forma o seu título o que ele amava escrito era sua velha data e ilegível as letras góticas bizarras e estranhas os pesados dourados que carregavam seus desenhos era suas páginas cobertas de pó pó cujo aroma suave e doce e aspirava com delícia era linda palavra fini cercada por dois amores inscrita numa fita apoiada numa fonte gravada num túmulo repousando numa corbélia dentre as rosas as maçãs douradas e os bucks azuis aquela paixão absorverá por inteiro mal comia na já não dormia mas sonhava dias e noites inteiras com sua idéia fixa os livros sonhava com tudo que haveria de ser divino sublime belo numa biblioteca real e sonhava em construir uma para sido o tamanho da de um rei com livremente respirava com o orgulhoso se soubermos sentia mergulhar à vista nas imensa as galerias onde seu olhar se pedia nos livros ser guia cabeça livros se abaixava livros à direita à esquerda mais livros passava em barcelona por um homem estranho infernal sabe o feiticeiro mal sabia ler ninguém usava falar com ele então severe pálida era sua fronte tinham um aspecto mal e traiçoeiro embora nunca tivesse encostado numa criança para molestá-la verdade é que nunca dera esmola guardava todo o seu dinheiro todo o seu bem todas as suas emoções para os livros tinha sido monge por eles abandonar a deus mais tarde sacrificou lhes o que os homens têm de mais caro depois de deus o dinheiro então deu lhes o que se tem de mais caro depois do dinheiro a alma de uns tempos pra cá sobretudo suas vigílias andavam mais longas a lâmpada de suas noites era vista até mais tarde adendo sobre os livros é que agora ele possui um novo tesouro um manuscrito certa manhã entrou em sua loja um jovem estudante de salamanca parecia ser rico pois dois lacaios seguravam sua mula a porta de giácomo usavam um gol de veludo vermelho e anéis brilhavam em seus dedos não tinha porém esse ar de 'presunção e nulidade habitual nas pessoas que têm criados h lados belos trajes de cabeça oca não aquele homem era um sábio mas mais um sábio rico ou seja um homem que em paris escreve em mesa de mogno possui livros com cortes dourados pantufas bordadas curiosidade chinesas um hobby um relógio de ouro um gato dormindo no tapete e duas ou três mulheres que lhe pedem para ler seus sucessos sua prosa e seus contos e desing você tem espírito achando que não passa de um fato os modos daqueles que dá aquele cavalheiro eram punidos e ao entrar saudou o livreiro fez profunda reverência e perguntou em tom amável mestre ensinou não teriam os manuscritos o livreiro ficou embaraçado e respondeu balbuciando mas meu senhor que ele disse isso ninguém mas eu imaginei e colocou sobre a escrivaninha do livreiro uma bolsa cheia de ouro que ele fez em sohar sorrindo com como todo homem ao tocar em dinheiro que lhe pertence sim senhor é verdade retornou o giácomo tem uns manuscritos mas não vendo eu fico com eles e para que o que faz com eles é para que o senhor para que é e ficou vermelho de raiva o que eu faço com eles horas o senhor ignora o que é um manuscrito desculpe mestre giácomo eu entendo do assunto e como prova digo que o senhor tem aqui a crônica de turim a ew ao senhor foi enganado só pode não já como respondeu o cavalheiro fixos e gado não quero roubar lo mas quero comprá lo ádua mais jamais a mais o senhor vai vendê lo respondeu escolar pois está com ele aqui desde a venda de ri te ame no dia em que este morreu é está bem o senhor eu tenho sim iam ao meu tesouro é é a minha vida ai não vai arrancá lo de mim é escute eu vou lhe contar um segredo batismo sábio batisto o livreiro da praça el é meu rival inimigo pois então ele não tem esse manuscrito eu tenho e enquanto avalia já como deteve o deteve se longamente respondeu altivo a 200 pistolas no senhor olhou para o jovem com a triunfante como quem diz essa é a hora que o senhor vai embora é caro demais mas não vou deixar por menos estava enganado pois o outro mostrando lhe a bolsa aqui estão 300 então já como empalideceu prestes a desmaiar 300 pistolas e pediu 300 mas é uma loucura minha meu senhor não vendo por menos de 400 o estudante possuía e mexendo no bolso de onde tirou mais duas bolsas pois bem giácomo aqui tem 500 a você não quer vendê-lo tiago mas não consegui lo eu consegui lo hoje e agora mesmo eu preciso dele nem que tenha de vender esse anel oferecido um longo beijo de amor nem que tenha de vender a minha espada guarnecido de diamantes meus palacetes e palácios nem que tenha de vender a minha alma preciso desse livro eu preciso dele sim ea qualquer custo ea qualquer preço daqui a uma semana defendendo uma tese em salamanca e preciso deste livro pra ser doutor preciso ser doutor para ser a ser bispo e preciso da púrpura nos ombros para poder ter a tiara na fronte giácomo se acercou e um ficou com admiração e respeito como o único homem que o tivesse compreendido discutir giácomo interrompeu cavalheiro vou lhe contar um segredo que fará sua fortuna e felicidade existe aqui um homem e esse homem reside na barreira dos árabes e ele tem um livro bem não é qualquer livro ele tem mistério de são miguel o o o mistério de são miguel disse giácomo soltando um grito de alegria obrigado o senhor salvou a minha vida de me depressa a crônica de tan kin lian já como correu para um instante então parou de súbito fez força para invalidez ele disse com ar surpreso mas meu senhor não o tenho a giácomo suas artimanhas são meio grosseiras e o seu olhar desmentiu suas palavras mas é que meu senhor eu juro que não tenho hora ah mas você é um velho doido giácomo total me aqui vai 600 pistolas já como apanhou manuscrito e o entregou ao jovem tome-se livro disse quando o outro se afastava rindo dizendo a eles aos seus criados enquanto montava na mula o seu patrão é louco vocês sabem mas acaba de enganar um imbecil o idiota do monte intratável repetiu rindo está achando que eu vou ser papa eo pobre giácomo ficou triste desesperado apoiando a fronte nana em brasa nas vidraças de sua loja chorando de raiva e vem do com douro e pesar o seu manuscrito o seu manuscrito objeto de seus cuidados e afetos sendo levado pelos grosseiros criados do ca válido maldito seja homem do inferno maldito seja 100 vezes maldito você roubou tudo que eu amava desse mundo onde já não vou conseguir viver sei que me enganou o infame me enganou se for assim eu vou me vingar eu vou me vir não depressa para barreira dos árabes e se o homem me pedir uma contínua não tenho o que eu faço é de matar apanhar o dinheiro que o estudante deixará na escrivaninha e sai correndo enquanto e pelas ruas não via nada do que o rodeava tudo passava diante dele com a fantasmagorie cujo enigma não compreendia não havia nenhum mandado os passantes nem ruído de rodas no pavimento não pensava não sonhava havia apenas uma coisa os livros pensava no mistério de são miguel criava o para si em sua imaginação largo e fino em pergaminho ornado com letras ouro tentava adivinhar o número de páginas aaaa seu coração batia com uma violência como de um homem à espera de uma sentença de morte até que chegou à final o estudante não enganou sobre um velho tapete persa todo furado estendiam se pelo chão uma dezena de livros velhos já como sem falar com o homem que dormia ao lado deitado como os livros e roncando ao sol caiu de joelhos e se pois a percorrer com o olhar inquieto e aflito o dorso de todos os livros então se ergueu pálido e abatido acordou alfarrabista aos gritos e perguntou é e amigo não tem saque o mistério de são miguel o que disse o comerciante abrindo os olhos o o senhor não quer conversar sobre um livro que eu tenha olha que é imbecil disse já como batendo o pé você tem outros além desses tenho olhos estão ali e mostrou um pacotinho de brochuras atadas com cordões já como o som pew leu o título num instante inferno disse ele não é isso você por acaso não teria não teria vendido a se eu tiver de pra mim dele vamos sem pistolas 200 quanto quiser o alfarrabista olhando pra ele espantado a o senhor talvez esteja falando de um livrinho que de ontem por 8 maravedis ao vigário da catedral de oviedo você lembra do título desse livro não e por acaso não seria o mistério de são miguel a era isso mesmo já como se afastou alguns passos e caiu na poeira com um homem cansado de uma assombração que o atormenta e quando voltou assim tá descia e o sol avermelhando horizonte estava no caso levantou se voltou para casa doente e desesperado passou uma semana já como não esquecer da sua triste decepção sua ferida estava ainda mais viva e sangrenta não dormirá nas últimas três noites pois nesse dia veria seria vendido primeiro livro impresso na espanha exemplar único do reino há muito desejava possuí lo assim ficou feliz no dia em que lhe contaram que o seu dono morrerá mas uma inquietação de ocupava a alma batisto poderia comprá lo batismo que de uns tempos pra cá tirava ali não os fregueses pouco importava mas tudo que aparecia de rádio antigo batista cuja fama ele odiava com ódio de artista aquele homem se que está se tornando um estorvo era sempre ele quem me tirava os manuscritos nos leilões fazem o lance levava a quantas vezes o pobre monge nos seus sonhos de ambição e dinheiro quantas vezes viu vida e lhe a mão cumprida debate isto atravessando a multidão como em um dia de leilão para lhe tirar um tesouro que tanto sonhara que começará com tanto amor e egoísmo e quantas vezes também foi pintada concluir com um crime o que nem o dinheiro nem a paciência tinham conseguido fazer mas sempre me aquela ideia no peito tentava tu disse no ódio que sentia por aquele homem ea dormir cia sobre os seus livros de manhãzinha já estava diante da casa onde se daria venda chegou antes do leiloeiro antes do público e até antes do sol assim que abriram as portas precipitou-se pela escada subindo a sala e perguntou pelo livro que lhe mostrar já era uma alegria a nunca viram um livro tão belo e tão belo e que o deleitar-se tanto era uma bíblia latina com comentários gregos ele olhou e admirou mais que todos os outros a peta vale entre os dedos indo amargamente como um homem morrendo de fome à vista do ouro também nunca desejar nada tanto assim a como quiser então mesmo ao preço de tudo o que tinha de seus livros manuscritos suas 600 pistolas ao preço de seu sangue até a do morro quiser a ter aquele como quiser a ter aquele livro vender tudo tudo pra ter aquele livro ter somente aquele mas tê los só para se poder exibi lo a toda a espanha com o riso de insulto e piedade pelo rei pelos príncipes pelos sábios por batista e dizer é meu é meu esse livro e segurá lo nas mãos a vida inteira e ao paulo como o que está tocando agora e senti lo como que está sentindo e possuí lo como o que está olhando chegou a hora afinal batista estava presente rosto sereno ar calmo e tranqüilo chegou a vez do livro já como primeiro ofereceu 20 pistolas batisto calou se e não olhou para a bíblia o monge já adiantava a mão para apanhar aquele livro que lhe custará tão pouco esforço tão pouca angústia quando batista disse 40 já como viu organizado exaltar-se seu antagonista medida que subir o preço 50 gritou ele com toda força 60 gritou batisto 100 400 500 acrescentou monji com fúria enquanto ele trepidava de um paciente raiva batisto exibia uma calma irônica e maldosa avós azeda e rachada do país o euro já repetirá três vezes 500 já comum já se apegará a felicidade quando um sopro você imagine vindo dos lados de um homem o levou ao desmaio pois o livreiro da praça real apressando se na multidão disse 600 a voz do pregoeiro repetiu 600 quatro vezes e nenhuma outra voz respondeu avistava-se porém uma ponta da mesa um homem de fronte pálida mons trêmulas um homem vindo amargamente com os risos dos danados de dante abaixava baixar a cabeça e punha a mão no peito quando a retiro estava quente molhada pois havia carne e sangue na ponta de suas unhas passaram o livro de mão em mão para entregá-lo a batisto o livro passou por giácomo e ele sentir seu cheiro devo correr um instante diante dos seus olhos até parar num homem que pegou e abril o ringo então um monge baixou a cabeça para esconder o rosto pois estava chorando e ao voltar se eu andar pelas ruas era lento e penoso e o seu rosto estranho estúpido e o seu aspecto grotesco ridículo e parecia um mebro pois cambaleava seus olhos estavam semicerrados tinha as pálpebras vermelhas ea dentes o sollys corria pela testa e e balbuciava entre os dentes feito um homem que bebeu demais tomou além do quinhão no banquete da festa seu pensamento já não era seu vague ava como o seu corpo sem objetivo entento estava vacilante e resoluto dance bizarro sua cabeça estava quente vinda chama e sua fronte a dia fez um braseiro estava embriagado do que sentirá estava cansado da vida estava bêbado da existência naquele dia bem era um domingo o povo passeava pelas ruas conversando e cantando e o pobre monge escutava as conversas e canções apanhava pelo caminho os alimentos e frases algumas palavras alguns gritos mas parecia lhe ser sempre o mesmo som ea mesma voz era um burburinho fago confuso um alvoroço bizarra e barulhento que lhes unb a hora se um homem ao companheiro você ouviu falar no caso do pobre vigário de oviedo que foi encontrado estrangulado na cama ali um grupo de mulheres tomando a fresca da tarde à porta de casa e eis que giácomo ouviu ao passar por ela escute mata sabe aquele jovem rico de salamanca odom bernado aquele que quando esteve aqui dias atrás tinha uma mula preta tão bonita e tão bem aparelhada que ele fazia em pinar no pavimento pois então soube hoje de manhã na igreja que esse pobre rapaz morreu o rei e eu disse uma moça se uma menina respondeu a mulher morreu aqui no albergue de são pedro primeiro sentiu dor de cabeça acabou tendo febre e quatro dias depois sepultado giácomo ainda escutou muita coisa todas aquelas lembranças fizeram-no estabelecer e um sorriso ferozes em pagar em sua boca o monge voltou pra casa esgotada e doente nem trouxe no chão sobre o banco da escrivaninha e dormiu e o seu peito estava premido um som rouco e carro saía de sua garganta acordou com febre um terrível pesadelo esgotar aliás forças já era noite 11 horas acabavam de soar na igreja vizinha e giácomo ouviu os gritos fogo fogo abriu a janela foi para a rua e viu de fato achamos que serviam para além dos telhados voltou pra casa estava para apanhar o lampião ir até os seus stocks quando ouviu frente à janela homens que passavam correndo dizia um é na praça real ela no batismo o fogo ela no pat isto o homem estremeceu uma sonora gargalhada botou lhe do fundo do peito ele rumou com a multidão para casa de brilho e realmente casar dia a chama se erguiam altas e terríveis e levadas pelo vento lançava-se pelo belo céu azul da espanha que planava sobre barcelona agitada e tumultuosa feito um véu sobre lágrimas a visava se um homem seminu que se desesperava arrancava os cabelos e rolava no chão da semana deus e lançando gritos de raiva e desespero era batista o monge contemplar o seu desespero seus gritos com calma e alegria com o riso ferozes uma criança indo das culturas da borboleta a qual arrancou as asas estava se num apartamento alto chamas quem manda uns maços de papéis já como pegou uma escada apoiou na parede negret sida e oscilante a escada tremia sobre seus passos subiu correndo chegou à janela maldição eram apenas alguns livros velhos liberaria sem valor nem mérito e o que fazer entrou agora avançar no meio daquela atmosfera incendiada ou descer de volta pela escada cuja madeira começava a esquentar não ele avançou atravessou várias salas o piso temia sobre seus passos as portas ruíam quando se aproximava as vigas achavam acima dele corri em meio ao incêndio ofegante furioso precisava daquele livro precisava ou era morte não sabia para onde dirigir sua corrida mas corria deparou se finalmente contábil e intacto quebrou com o pontapé e avistou um apartamento scure estreito tateava sentiu alguns livros sobre os dedos tocou num deles pegou o levou para fora da sala era ele o mistério de são miguel retornou sobre os seus passos feito um homem alucinada de dante saltou por cima dos buracos vou em meio às chamas mas não achou a escada que gere a índia parede chegou a uma janela de seu arranjo se as saliências com as mãos e joelhos sua roupa começava a inflamar se e quando alcançou a rua rolou no riacho para apagar as chamas que queimavam passaram se alguns meses e não se ouvia mais salário livreiro giácomo senão comum de um desses homens singulares e estranhos de que a multidão ri nas ruas por não compreender suas paixões e manias a espanha se ocupava dos interesses mais graves e sérios um gênio do mal parecia pesar sobre ela a cada dia novos assassinatos e novos crimes e tudo parecia meio de uma mão invisível e oculta era como um punhal suspenso sobre cada teto e cada família era gente subindo de repente sem deixar nenhum rastro do sangue obtido por seu ferimento um homem sair em viagem e não retornava não se abria quem não se sabe a quem atribuir aquele horrível flagelo pois aqui se atribuir a desgraça um estranho ea felicidade a si mesmo e com efeito existem dias tão nefastos na vida épocas tão fofo nestas para humanidade que sem saber a quem cobrirá de maldições grita-se para os céus nessas épocas desde tosas para os povos é que se acreditou na fatalidade uma polícia alerta e diligência e diligente tentará descobrir é verdade o autor de todos aqueles crimes um espião subornado se introduzirem todas as casas escutar todas as palavras ou vira todos os gritos vira todos os olhares e não desvendar a nada o procurador abrirá todas as cartas romper a todos os lacres vasculhar a todos os cantos e não encontrará nada certa manhã no entanto barcelona deixou seu traje de luto paraíba amontoar-se nas salas de justiça onde seria condenado à morte aqueles que se supunha ser o autor de todos os horríveis assassinatos o povo ocultava as lágrimas no riso convulsivo pois para quem sofre chora é um consolo bem egoísta é verdade mas enfim real ver os outros sofrimentos e outras lágrimas e o pobre giácomo tão calmo e sereno era acusado de ter incendiado a loja de batismo de ter roubado sua bíblia ainda pesavam sobre ele e mil outras acusações ali estava ele então sentado no banco dos assassinos assassinos e bandidos e ele o honesto bibliófilo ele o pobre giácomo ele que só pensava em seus livros estava tão envolvido nos mistérios e assassinado e cada falso a sala estava abarrotado de gente imagine finalmente o procurador levantou-se e leu o seu relatório era um longo e difuso mal se distinguir a ação principal em que parentes e reflexões procurador dizia ter encontrado em sala de giácomo a bíblia que pertencerá batisto já que aquela bíblia era a única da espanha ora já como é quem provavelmente até agora fogo na casa de batista a fim de se apoderar do livro raro e precioso calou se e voltou a sentar-se ofegante quanto ao monge estava calmo e sereno não respondeu sequer com o olhar a multidão que o insultavam seu advogado levantou se falou bem longamente por fim quando julgava ter abalado a platéia sorriu a túnica e dá lhe tirou um livro abril e mostrou ao público era outro lá da mesma bíblia já como soltou um grito e caiu no banco arrastando os cabelos o homem era crítico esperava se uma palavra de do acusado mas nenhum som saiu de sua boca finalmente tornou-se a sentar se olhou para os seus juízes o seu advogado como um homem despertando perguntaram lhe se ele era culpado de ter incendiado a casa de batista infelizmente não respondeu daum mas vocês vão me condenar a condenem miam suplico a vida pra mim é um fardo meu advogado mentiu não acreditem nele a condena e me matei dom bernardo bateu o vicário roubei o livro dele o único livro pois não existem dois na espanha senhores matem mim eu sou um desgraçado seu advogado aproximou-se mostrando-lhe a bíblia eu posso salvá-lo olhe a e eu pensando que era o único da espanha giácomo pegou o livro olhou diga diga que me enganou maldito seja e caiu desfalecido os juízes voltaram e pronunciaram só sentença de morte já como escutou sem estremecer e pareceu até mais calmo e mais sereno deram lhe a esperança de que se pedisse misericórdia o papa talvez a obtivesse ele não quis pediu apenas que doassem sua biblioteca ao homem que possui se mais livros na espanha então quando o povo já tinha se retirado já como pediu ao advogado que fizesse a gentileza de emprestar o livro este consentiu já como pegou amorosamente do lixo ver teu umas lágrimas sobre as folhas as couves fúria depois jogou os pedaços no rosto de seu defensor dizendo o senhor mentiu seu advogado eu não disse que era o único da espanha fim do conto de gustave flaubert este conto pessoal ótimo gostei passou rapidinho dia que eu não é um conto cansativo de ler o flabelo ele inaugura o realismo para quem gosta de informações literárias inaugura a escola literária do realismo com o madame bovary que a gente conhece bastante uma uma das obras mais transportados para série c cinema da história junto com outros grandes clássicos como o drácula de bram stoker médico eo monstro o francês ainda michelle o sherlock homes do ato candói eu e aqui uma ótima oportunidade de conhecer uma obra além do madame bovary uma obra que me lembrou um pouco até o triste fim de policarpo quaresma mas aí a a mania a paixão do dia' como eram os livros enquanto policarpo tinha uma o fervor muito grande pela própria cultura pelo patriotismo pelo próprio brasil então ótima oportunidade até um conto meio suspense que até flat um pouquinho com o terror mas de uma maneira linné bem sutil e um conto muito rico muito obrigado quem está ouvindo até agora 1 inscreva se e vamos até a próxima tal o


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Olá!!!! Trago boas novas! Um dos grandes escritores da humanidade aqui no canal. Ele foi subversivo, teve seus livros proibidos e foi perseguido pela igreja e sociedade de sua época. Ou seja, está totalmente apto a figurar entre meus escritores preferidos. O papel da Literatura, entre outras coisas, é esse mesmo, o de questionar velhas práticas. Aqui, no entanto, embarcamos numa história muito interessante, gostei mesmo. Aos amigos que estão chegando, um lembrete, esse não é um canal exclusivo de horror-terror. Há diversos desse tipo no youtube, onde vcs podem deleitar-se. É claro que há sempre uma predileção do narrador pelo gênero, entretanto este é um canal de Literatura. Não adianta ficar exigindo apenas terror, não somos jukebox. Apesar de eu também gostar muito de Poe, Lovecraft, King e cia. Postagens quase diárias, de contos dos mais diversos gêneros, consagrados e exclusivos. Sim, tem conto que você só encontra aqui em nosso canal, pois ainda não foram publicados. Mande seu conto também, se ele for legal e bem escrito, narrarei aqui para as quase 8 mil pessoas inscritas. Não há nenhum tipo de cobrança por conto narrado. Mas ele deve realmente ter sido revisado minimamente, não conter violência apenas pela nojeira da violência. Deve haver arte em seu texto, como o gato preto, em que o narrador enfia o machado sim na cabeça da esposa, mas tudo se encaixa em uma trama onde o estilo literário e a escrita primorosa tomam lugar do ato horrendo em si. Matar a mulher no conto apenas por matar, sem propósito, sem estilo literário, sem arte, é apenas propaganda para o feminicídio. Saiba mais sobre Flaubert: https://www.youtube.com/watch?v=0PhUeoRcwtg

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