#15 O Gato Preto - Edgar A. Poe - Conto um Conto

by: Conto um Conto

Download this transcript

Transcript:

[0.81]
[Risadas] o gato preto que indicará alan poul amanhã o elenco e hoje quero aliviar minha alma por essa razão vou lhes contar tudo na verdade tudo não passou de uma série simples acontecimentos domésticos mas pelas suas consequências esses acontecimentos me aterrorizaram me torturaram em miami kilara espero que para os outros não barizão tão terríveis para mim foram tanto que até agora penso que sonhei ou quem ou que se não logo está horrível demais é inacreditável que tudo isso tenha acontecido e ainda assim aconteceu logo comigo que desde menino mano sempre para com as pessoas com os animais as coisas mesmo nos faz sempre permitiram que eu possuía animais em casa eu tinha uma grande variedade de bichos meus favoritos cuidava deles dava lhes carinho atenção amor tomavam grande parte do meu tempo e assim continuei depois de crescido já adulto os momentos de felicidade eram aqueles passados junto aos meus fiéis inteligentes amigos animais alguma coisa no amor sem egoísmo e abnegado de um animal atinge a alma que já experimentar o erro a fragilidade a fidelidade da afeição do homem fidh casei muito moço sorte a mulher possui um caráter adequado ao meu sentir logo minha predileção pelos animais domésticos não perdi então oportunidades de procurados da espécies mais agradáveis pássaros peixes dourados um belo cão coelhos o macaquinho e um gato este último era um animal lindo grande todo preto e muito inteligente essa inteligência era pouco comentada por que minha mulher embora não fosse rosa referir se com freqüência a crença popular que olham os gatos pretos como bruxos diz assados o dão assim se chamava o gato era meu companheiro e comigo por onde eu andava com dificuldade ou impedido de seguir pelas ruas essa amizade durou muitos anos e só se modificou porque uma transformação geral se operou em mim o força do álcool depois de adquirir o vício mudei minha maneira de pensar dia a dia fui me tornando o calado irritável meus sentimentos minha linguagem não só de mim e de minha mulher e dos meus bichos como os maltratava com o maior clube cheguei a ponto da agressão física durante algum tempo plutão o meu gato de estimação escapou das minhas violências por fim conforme se agravava o meu estado até mesmo gado experimentou os efeitos do meu temperamento noite voltei para casa bastante embriagado pareceu me que o gato evitava fugia de minha presença agarrei deu uma dentada mas se leve foi o quanto bastou para que eu me tornasse de folha cheguei a me diz conhecer era como se a minha alma o verso me abandonado uma diabólica maldade se apossou de mim e vibrou todas as siglas do meu corpo agarrei o gato prendiam pela garganta com um canivete arranquei o olho dele a manhã livre dos efeitos do álcool o time me uma sensação de horror e remorso pelo crime que me tornara culpado era entretanto uma sensação fraca enganosa pois a alma permanece sensível novamente cair nos acessos do vício ea lembrança do meu ato se desmanchou na bebida devagar o gato ea sarando parecia não sofrer nenhuma dor mas a aparência o olho arrancado a órbita bacia era horrível fugir apavorado a minha aproximação chegou a doer um pouco do princípio não era bom saber daquela posição por parte de uma criatura que tinha sido pra mim antes amada ou apenas o óbvio que o animal sentia foi me fazer bem irritado daí ao espírito de perversidade foi um pequeno passo esse espírito de perversidades ver a calçar a ruim do down certa manhã a sangue frio enforquei o lugar de mavrovo foi pio porque eu sabia que ele havia me chamado e porque sentia que não me der a razão para ofendê-lo enforquei u porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado mortal e esse pecado ea pôr em perigo a minha alma imortal na noite do dia e que eu pratiquei essa cruel façanha acordei no meio da noite com os gritos como as cortinas do quarto estavam em chamas a casa inteira dizia e com grandes sacrifícios captamos vimos a destruição foi completa perdi toda minha fortuna entreguei meu desespero não quero pensar se essa desgraça teve alguma relação com as atrocidades cometidas por mim mas também não quero deixar que seja esquecido nenhum elo dessa cadeia visitei os restos de minha casa do dia seguinte todas as paredes haviam caído perto uma da mais fina e ficava mais ou menos no meio da casa encostada qual ficará a cabeceira da minha cama o reboco havia resistido em grande parte a ação do fogo talvez por ser mais novo do que o resto da casa fora colocado ali e recentemente e toda essa parede havia uma multidão reunida para comentar com exclamações estranho muito estranho nunca vi uma coisa igual aproximei me e vi como se gravada em baixo relevo figura de um gato gigantesco com muita nitidez podia se notar uma corda em redor do pescoço do animal os primeiros momentos ao dar com a posição eu passei tanto terror extrema depois refleti hora eu enforcar o gato no jardim junto da casa o alarme de fogo e jardins encheu de gente cotado a corda que prende o disso a árvore eo atirara por uma janela aberta dentro do meu quarto vocês sem dúvida para despertar lhe naturalmente o animal ficará comprimido aquela parede colado à massa de estuque amolecida tudo isso o call às chamas o calor o amoníaco do cadáver e deve ter traçado aquela imagem que ali estava mesmo assim minha consciência no sítio tranqüilizada durante meses não pude me libertar do fantasma do gato é nosso não era sei que passei a procurar nos lugares que freqüentava outro bicho da mesma espécie e bem semelhante para substituí lo nesse tempo eu freqüentava os lugares mais sódio noite sentado num daqueles antros embrutecido pelo excesso de bebida yane repousando em cima de um imenso barril um gato preto muito grande tão grande quanto totalmente semelhante à eni exceto em um ponto então não tinha pêlos brancos em parte alguma do corpo mas este gato ele tinha uma larga mancha branca cobrindo quase todo o peito cabeceei mandou encostou se à minha mão satisfeito com o meu carinho daí não me deixou mais quando voltei pra casa o animal acompanhou-me nem sei o que o fizesse para andré dando e palmadinhas enquanto me seguia ao chegar a casa ele imediatamente se familiarizou com ela e tornou-se logo grande favorito da minha mulher não demorou muito para que eu começasse a sentir antipatia por eles não sei porquê mas a sua amizade por mim e desgostava aborrecia aos poucos e sente medo dos discos que transformou na mais dura do ódio uma certa vergonha ea lembrança da minha antiga crueldade me impedia de maltratá lo fisicamente pelo animal descobri que como plutão ele também fora privado de um dos seus olhos isso entretanto só fez aumentar o carinho de minha mulher por ele ea predileção do gato por mim cada dia aumentava mais estava sempre onde eu estivesse aos meus pés debaixo da minha cadeira nos meus joelhos a leitora de recordar se que o animal frase uma marca de pêlo branco no peito o que constituiria a única diferença entre ele o outro observando que a mancha antes de assumir agora uma rigorosa precisam de um contorno agora a reprodução exata de uma coisa horrenda apavorante era uma era uma forca máquina terrível de horror de crime de agonia e de morte eu era em verdade um condenado e o bronco animal cujo companheiro destruirá preparava pra mim homem informado a imagem do deus altíssimo tanta angústia e aflição noite dia em todos os momentos de minha vida eu não conseguia mais a graça do repouso está atormentado perseguido durante o dia pelo horrível bicho e à noite pelos sonhos de pavor eu deixava morrer em mim os restos de bondade de bons sentimentos de maus pensamentos os mais negros e maléficos eu já não odiava só o gato odiava todas as coisas a humanidade toda quem mais sofria com as minhas crises de mau humor era minha resignado esposa era mais pacientes das minhas vítimas certo dia ela me acompanhou até a adega do velho prédio pra alguma tarefa doméstica o gato dizer os degraus seguindo nos [Música] minhas pernas acesso enlouquecido pela cólera esquecer o medo infantil que até a vida tiver a minha mão e gil machado e descarreguei um violento golpe no animal que certamente teria morrido se não fosse a intervenção da minha mulher e aí essa interferência me deixou com uma raiva mais do que demoníaca eu puxei o meu braço de sua mão e enterrei o machado do seu crânio ela ela caiu morta sem o gemido estava me a tarefa de ocultar o corpo não poderia ser removido dia nem de noite nem ser visto pelos vizinhos muitas soluções me passaram então pela cabeça que pensando nenhum projeto porém me pareceu bastante bom afinal decidi me pelo que oferecia menos riscos resolvi emparedar o corpo na adega essas prestará bem para isso pois era de construção grosseiro e descuidada e o reboco nunca secada totalmente devido à umidade havia mesmo um bom que parecia feito a propósito não tive dúvidas com facilidade de os tijolos naquele ponto e aí coloquei o cadáver em parte de tudo como antes de modo que ninguém nem sonhos suspeitasse quando terminei sentir satisfeito tudo estava perfeitamente em tijolo lado a parede não apresentava o menor sinal de que estivesse sido modificada em seguida de procurar o animal que for a causa da tamanha desgraça a se eu tivesse podido encontrá lo eu teria liquidado com uma sensação de alívio passei o resto do dia à noite o gato não apareceu e assim por uma noite pelo menos desde que ele havia entrado na nossa casa dormir profunda e tranquilamente sem dormir mesmo com peso de uma morte na alma três dias passaram e o meu carrasco não apareceu mais uma vez perigo um homem livre o monstro abandonar a casa pra sempre aterrorizado talvez não mais poderia ea felicidade era completa nem a culpa da minha negra ação me perturbava foram feitos interrogatórios e todos foram respondidos eu já dava como assegurada a minha tranquilidade no quarto dia após o crime apareceu um grupo de policiais e desesperadamente para uma rigorosa investigação confiante no trabalho que é executada não sentiu o menor receio tudo foi minuciosamente examinado por fim de serão adega o coração batia me calmo no peito assim como o de quem dorme o sono da inocência cabe pela adega de ponta a ponta braços cruzados passava tranquilo pra lá e pra cá os policiais satisfeitos preparavam se para sair a minha alegria é demais pra ser contida eu precisava dizer alguma coisa para deixar fora de dúvida minha inocência senhores por fim quando o grupo já subi a escada sinto me encantado por ter receitas suspeitas desejo a todos saúde a propósito essa é uma casa muito bem construída após garantir que é de uma excelente construção essas paredes cavaleiros estão só lhe dá mente de picadas até peteca aí no frenesi da bravata bate com força com uma bengala trazia mão naquela parte do desenrolar mento por trás do qual estava o cadáver da mulher que o amada mas santo deus apenas um gol no silêncio o som cada logo uma voz respondeu me diz túmulo hoje leasing depois um soluço um grito prolongado e auto anormal e no mando um ovo um bicho lamentoso cheio jogou e triunfou como só pode ser das gargantas dos dados da sua monia e dos demônios da nação até a parede oposta o grupo se mobilizou ficou de cada somado de pavor todos se aproximaram da parede e puseram-se a desmanchá-la ela caiu inteira o cadáver já descomposto manchado de coágulos e vice eletro aos olhos dos presentes sobre a sua cabeça com a boca bebi cantará da e olho solitário país gandu estava o rei normal o gato o gato que me levar ao crime e cuja voz delator havia me entregue ao carrasco eu já vim paridade do monstro do bolo


[1224.499]
[Música]



Description:
More from this creator:
Narração: Marcelo Fávaro Tradução: Clarice Lispector O Gato Preto (em inglês: The Black Cat) é um conto de Edgar Allan Poe. Foi publicado em uma edição do Saturday Evening Post de 19 de agosto de 1843. É um estudo da psicologia da culpa, também comparado ao conto "The Tell-Tale Heart, também de Poe. Alusão O uso da palavra 'Gato Preto' evocou várias superstições, incluindo a ideia dita pela esposa do personagem de Allan Poe que eles todos são bruxas em disfarce. O gato na história de Edgar Allan Poe chama-se Pluto em referência ao deus romano. No cinema[editar | editar código-fonte] "O Gato Preto" foi adaptado para o cinema em 1934, num filme que trazia no elenco Bela Lugosi e Boris Karloff. Em 1941, veio outro filme com Lugosi e Basil Rathbone, sendo uma adaptação que traz muitas semelhanças com a história. Muitas outras adaptações vieram, mas a mais fiel à história original veio no meio de uma trilogia de filmes de Roger Corman, intitulado Tales of Terror em 1962. Entretanto, o filme todo teve participação de Vincent Price como o "chefe", e, no segmento, ele foi papel de suporte com Peter Lorre interpretando o personagem principal. O filme de 1934, Maniac, também adaptou livremente a história. Nesta versão, segue um antigo ator vaudeville que mata um médico e coloca o cadáver em um estranho lugar para esconder o seu crime. O episódio da série 'Masters Of Horror' ("The Black Cat"), produzido por Stuart Gordon e escrito por Dennis Paoli & Stuart Gordon é também ele baseado neste conto. Nos papéis de Edgar Allan Poe e Virginia Poe estão Jeffrey Combs e Elyse Levesque, respectivamente. Contos narrados e dramatizados de Edgar Allan Poe 1 - Enterro Prematuro (versão 1 – Clarice Lispector): https://www.youtube.com/watch?v=JhVoQlPbO_w&t=17s

2 – Enterro Prematuro – Versão Extendida – áudio melhor: https://www.youtube.com/watch?v=yxoSwEYoPIU

3 – Dentes de Berenice – Versão de Clarice Lispector – áudio regular: https://www.youtube.com/watch?v=xkGoIi3Z950&t=84s

4 – O Coração denunciador – https://www.youtube.com/watch?v=pGTcObJ_Z0E

5 – O Gato Preto – Trad. Clarice Lispector – versão mais simples https://www.youtube.com/watch?v=-vikIAn8rY4&t=44s

6 – O Corvo – Trad. Machado de Assis https://www.youtube.com/watch?v=KxIBvrmtyjw&t=157s

7 – Diabo no Campanário – https://www.youtube.com/watch?v=RZpFcxRxrNs&t=62s

8 – O Caso do sr. Valdemar – https://www.youtube.com/watch?v=9Dk3Q3y-YpI&t=29s

9 – O Barril de Amontillado – https://www.youtube.com/watch?v=YARlJaDkeB8&t=9s

10 – O Poço e o Pêndulo – https://www.youtube.com/watch?v=tML7HHL2n4g&t=1803s

11 – O Retrato Oval – https://www.youtube.com/watch?v=nxiWewIstYU

12 – O Duque de L´omellete https://www.youtube.com/watch?v=2xtd_9Xvno0&t=24s

13 – William Wilson https://www.youtube.com/watch?v=bSkWzxDl_DU&t=1s

14 – Ligeia https://www.youtube.com/watch?v=gxDq3m3cAWk&t=980s

15 – O Corvo – Trad. Milton Amado (dizem ser uma das melhores) https://www.youtube.com/watch?v=_VHozXoW0Y8&t=77s

16 – Metzengerstein https://www.youtube.com/watch?v=Cvqud2KB_AI&t=48s

17 – Os Crimes da rua Morgue https://www.youtube.com/watch?v=348NVY1IJts&t=1326s

18 – O Corvo – Trad. Eduardo Andrade Rodrigues https://www.youtube.com/watch?v=xPSb1QmKLwo

19 – Os Dentes de Berenice – versão mais próx. Do orginial. https://www.youtube.com/watch?v=3AHBvrEvnZw&t=707s

20 – A Máscara da Morte Rubra. https://www.youtube.com/watch?v=Wr2PoUC-5RU

21 – Eleonora https://www.youtube.com/watch?v=EggCRZJQB8A&t=145s

22 – Nunca aposte sua cabeça com o Diabo https://www.youtube.com/watch?v=Alyt8UsLiGE&t=1561s

23 – A Filosofia da Composição https://www.youtube.com/watch?v=f50P8KA04Ng&t=76s

24 – O Gato Preto – Versão mais próximo do original https://www.youtube.com/watch?v=XHwg_gEvvvs&t=369s

25 – Morella https://www.youtube.com/watch?v=cvakB6vhGEQ&t=36s

26 – Sombra https://www.youtube.com/watch?v=7ZKgf7bB-AI&t=1s

27 – A Carta Roubada https://www.youtube.com/watch?v=ssCjwjkcfQU&t=154s

28 – A Queda da Casa de Usher https://www.youtube.com/watch?v=jed59hWEbBQ

Disclaimer:
TranscriptionTube is a participant in the Amazon Services LLC Associates Program, an affiliate advertising program designed to provide a means for sites to earn advertising fees by advertising and linking to amazon.com
Contact:
You may contact the administrative operations team of TranscriptionTube with any inquiries here: Contact
Policy:
You may read and review our privacy policy and terms of conditions here: Policy